Dilma inaugura fábrica de etanol de 2ª geração e reforça compromisso com fontes renováveis

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A presidenta Dilma Rousseff deu um importante passo para que o Brasil possa superar um dos maiores desafios deste século: o estímulo à produção de fontes de energia limpas e renováveis. Ela vai inaugurar em Piracicaba, no interior de São Paulo, a fábrica piloto de uma empresa brasileira do ramo de energia, que produz o chamado etanol de segunda geração, obtido a partir do reaproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar. A unidade pertence à empresaRaízen e é a segunda com essa tecnologia a ser inaugurada no País.

A nova biorrefinaria recebeu investimentos de quase R$ 237 milhões, a maior parte proveniente de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e tem capacidade de produção de mais de 42 milhões de litros de etanol por ano. Além disso, a empresa prevê a construção de mais sete unidades para a produção do etanol 2G até 2024, quando pretende atingir a marca anual de 1 bilhão de litros de etanol celulósico, como também é chamado o etanol de segunda geração.

Outra vantagem é que o etanol celulósico é capaz de elevar de 40% a 50% a capacidade de produção de etanol a partir da mesma área agrícola plantada, já que dá nova destinação aos resíduos da produção tradicional, antes desperdiçados.

Sendo assim, a expectativa é que, a partir do domínio completo da tecnologia pelo Brasil, a produção nacional salte dos atuais 27 bilhões de litros anuais de etanol para algo em torno de 40 bilhões, o que elevaria também a média de produtividade das áreas plantadas de 6 mil para 10 mil litros de etanol por hectare.

Qualidade
Não há diferença de qualidade entre o etanol de primeira geração (convencional) e o de segunda geração, feito a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. A qualidade é a mesma do produto feito diretamente da cana-de-açúcar. Nos dois casos, a fonte do etanol é a sacarose. Portanto, não há  qualquer prejuízo para o consumidor final. 

Referência Global
Para o professor Carlos Alberto Labate, do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP), a fábrica a ser inaugurada pela presidenta Dilma em Piracicaba possui um significado estratégico para o País, levando em conta a mudança completa pelo qual o sistema de uso de energia global passará nos próximos anos.

“A inauguração dessa planta pela presidenta tem uma importância porque coloca o Brasil na linha de frente desse processo que é a mudança de uma economia baseada em petróleo para uma economia baseada em fontes renováveis de energia, no nosso caso, a biomassa. Isso é muito importante e tem um simbolismo muito forte para o País. […] O investimento nessa área é fundamental e as implicações são enormes, afirmou o professor – que até o ano passado era diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol – em entrevista ao Blog do Planalto.

 

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