Resultado do golpe e da recessão do governo Temer: o primeiro rebaixamento de salários em 14 anos

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No ano passado, dentre os trabalhadores que tiveram reposições salariais, mais de 80% receberam reajustes iguais ou inferiores à inflação oficial (INPC-IBGE), que quase sempre não corresponde à realidade de aumento do custo de vida, sofrido pela imensa maioria da classe trabalhadora.

Os dados constam de estudo concluído em março passado pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, por meio do Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS-DIEESE).

Segundo o DIEESE, foram analisados os reajustes de 714 unidades de negociação da indústria, do comércio e dos serviços do setor privado e de empresas estatais em quase todo o território nacional.

A conclusão principal é que pela primeira vez em 14 anos (desde 20013), os salários deixaram de ter ganho real (aumentos acima da inflação). Ao contrário dos anos anteriores, em 2016, apenas 19% dos reajustes analisados resultaram em ganhos reais nos salários. Cerca de 44% dos reajustes tiveram valor igual à variação do índice de inflação e os demais 37% ficaram abaixo.

Na média, a variação salarial foi negativa em 0,52% abaixo da inflação. A massa dos salários diminuiu, pela primeira vez em 14 anos, apenas entre o setor pesquisado.

À estes números precisariam ser somados os milhões de servidores públicos da União, Estados e Municípios que, em sua maioria não tiveram qualquer reajuste salarial no ano passado e outros setores sem acordos coletivos, como os milhões de trabalhadores domésticos e afins; fazendo com que as perdas de conjunto dos trabalhadores diante da inflação seja bem mais significativa.

Junto com o arrocho salarial, o ano de 2016 trouxe também o desemprego: foram mais de dois milhões de novos desempregados, com o total chegando a mais de 22 milhões sem emprego, incluindo os que não estão procurando trabalho, os que vivem de trabalho ocasional, “bicos”, os jovens que não conseguem entrar no mercado de trabalho etc.

Essa tendência de queda dos salários, iniciada no ano passado, está se acentuando também por meio de medidas oficiais de estimulo à expropriação dos salários, como é o caso da Lei da Terceirização (PL 4302), que incentiva os patrões a substituírem os atuais empregados por terceirizados, com salários menores e com menos direitos que os atuais.

Está claro que esta situação não é obra do acaso, mas produto direto do golpe de Estado, realizado pela direita reacionária à mando do imperialismo, justamente, para expropriar a classe trabalhadora, roubando-lhe, uma parte considerável dos salários, milhões de empregos, aposentadorias etc. É o subproduto também da política golpista de destruição da economia nacional. Sob intenso ataque dos golpistas, a indústria (petrolífera, naval, da construção civil, da carne etc.) está em franco retrocesso, puxando para trás os demais setores e trazendo graves prejuízos para a classe trabalhadora.

Diante desta ataque, a burguesia nacional, mais uma vez, evidenciou sua covardia e que sua única “saída” é se juntar aos abutres imperialistas na expropriação da classe operária e demais explorados.

São os trabalhadores, nas ruas, com seus próprios métodos de luta, como a greve geral, que precisam enfrentar e derrotar o golpe de Estado para barrar o roubo dos salários e uma maior destruição das suas condições de vida.

Fonte: http://causaoperaria.org.br


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