Ninguém nasce fascista, torna-se fascista

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Não se nasce mulher, torna-se. A interação das pessoas desde bebês com o mundo ensina comportamentos e diz algo sobre o papel que se espera que desempenhem. No caso das meninas, devem ser frágeis, delicadas, bonitas, e têm a missão servir os que a cercam. São, sobretudo, mães, cuidadoras, objetos para a realização dos homens. Comportamentos que destoem desse ideal são considerados desvios. Por isso, quando mulheres como Simone de Beauvoir passam a contestar esses padrões de subalternidade, há tanto incômodo.

Alguns não admitem que mulheres tenham autonomia, busquem sua própria realização, não estejam sujeitas à submissão – submissão esta em que, por vezes, é cobrada por meio de violência física, sexual, psicológica. A feminilidade e as características que envolvem o “ser mulher” são positivas. Mas não pode ser tidas como uma obrigação, quase como um dever de subalternidade.

O fascismo e o machismo, como quase todos os comportamentos humanos, também não vêm do DNA. São aprendidos. Entre nós essas expressões de violência têm sido especialmente disseminadas por determinadas pregações de ódio pelo Brasil; por pessoas que roubam diariamente, no Congresso e nas redes sociais, a dignidade de mulheres, pessoas negras, LGBTs, indígenas e praticantes de outras religiões. Derrubamos nas ruas a ditadura e o autoritarismo, mas infelizmente ainda há resquícios dessas ideias sombrias.

O Brasil é um país democrático. Fascistas, machistas, homofóbicos, racistas e outros filhotes da ditadura não passarão. O projeto democrático e popular que vem se desenvolvendo nos últimos anos seguirá avançando, em nome da democracia, da igualdade de gênero, de orientação sexual, racial, étnica e religiosa.


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