Cancelada após gerar revolta, campanha “Gente boa também mata” do governo Temer jogou fora R$ 16,9 milhões dos cofres públicos

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Embora tenha sido cancelada após ser alvo de polêmica, a campanha “Gente boa também mata” custou caro para a população brasileira. Documentos obtidos pelo vice-líder do PT, deputado federal Paulo Pimenta (RS), via Lei de Acesso à Informação, revelam que o governo Temer jogou fora R$ 16,9 milhões em recursos públicos, entre produção (R$ 1,1 milhão) e mídia (R$ 15,8 milhões), com a campanha publicitária “Gente boa também mata”.

De acordo com relatório da Secom da Presidência da República, a Tv Globo, sozinha, recebeu R$ 3,2 milhões, fatia que representa 20% do total gasto pelo Planalto com mídia, e 50% de todo o valor destinado aos canais de televisão. Outros veículos do grupo Globo, como GloboNews, Globo FM, CBN e Revista Época, abocanharam, aproximadamente, mais meio milhão de reais.

Na categoria Revista, Veja ficou com a maior quantia, embolsando R$ 203 mil; já no segmento Rádio, a Jovem Pan, somando AM e FM, levou R$ 220 mil.

Autor do pedido de informação sobre o dinheiro jogado fora pelo governo Temer, o deputado Paulo Pimenta anunciou que vai à Justiça pedir ressarcimento aos cofres públicos. Segundo Pimenta, por trás da polêmica, há uma suspeita de que essas campanhas publicitárias do governo Temer estejam sendo feitas “às pressas e sem qualquer critério”, apenas para injetar milhões nos meios de comunicação, como forma de comprar o silêncio da mídia diante do desastre do atual governo, e ainda como pagamento pelo apoio ao golpe.

A campanha “Gente boa também mata” foi veiculada entre o final de dezembro de 2016 e retirada do ar logo nos primeiros dias de janeiro, após gerar revolta entre os brasileiros, e ter virado motivo de protesto e piadas na internet. Alvo de críticas também por profissionais de comunicação, as peças publicitárias se dirigiam de forma ofensiva a determinados grupos de pessoas reconhecidos por promover o bem à sociedade, e relacionar o caráter dessas pessoas a acidentes e mortes no trânsito.

Mesmo desastrosa, “Gente boa também mata” teve o aval do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).


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