Denunciado por “abafar a Lava Jato”, governo Temer tenta calar ex AGU impedindo que ele vá à Câmara dos Deputados, petistas vão ao MPF

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O governo Michel Temer retirou o quórum da sessão da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, nesta terça-feira (13), para impedir a ida o ex-advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, à Câmara dos Deputados. Ele daria detalhes sob a pressão que sofreu do próprio Michel Temer e do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para não avançar na obtenção de elementos da Operação Lava Jato.

Na semana passada, Fábio Medina Osório foi demitido pelo governo por estar, segundo a imprensa, avançando demais em investigações contra figuras políticas ligadas a Michel Temer.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) classificou o episódio como uma “confissão de culpa” do governo Temer. “Denuncio aqui a covardia desse governo e a omissão dos seus parlamentares, que tentam impedir que possamos cumprir, de maneira plena, a nossa obrigação, que é fiscalizar o executivo”, protestou o parlamentar.

Petistas vão formalizar denúncia ao Ministério Público Federal

Pimenta informou que a bancada do PT deverá formalizar, nos próximos dias, uma denúncia ao Ministério Público Federal para que se investigue “esse fato gravíssimo”. O parlamentar lembrou que, por muito menos, o chefe do Ministério Público, Rodrigo Janot, denunciou o ex-presidente Lula por obstrução à justiça. “Até mesmo o Eduardo Cunha foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal por denúncias muito menos contundentes. E até agora, há um silêncio constrangido de Rodrigo Janot e do STF sobre as denúncias de que o governo Temer atua para abafar a Lava Jato”, cobrou o parlamentar.

Essa não é a primeira que são reveladas ações do governo Temer para deter a Operação Lava Jato. Em maio desse ano, o ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, foi flagrado em escutas telefônicas falando em um “pacto nacional” para barrar as investigações de corrupção contra políticos no país, especialmente de nomes do PMDB e do PSDB. Naquela oportunidade, Jucá e seu interlocutor, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, utilizaram expressões como “mudar o governo para estancar a sangria”, “a solução mais fácil era botar o Temer num grande acordo nacional”, e “aí parava tudo, delimitava onde está”.


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